Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Os dois "i" de Roubini

Não são os dois “i” do apelido de Nouriel.

 

Mas os dois “i” que Roubini mais repetiu na entrevista que concedeu ao Expresso e que será publicada no sábado.

 

O primeiro “i”, o de incerteza (naturalmente que em inglês será um “u”, mas isso aqui não conta que eu escrevo em lusitano).

 

A muitas questões sobre o futuro – futuro da implementação do MoU português com a troika, futuro dos EUA, futuro da China, futuro da economia mundial – Roubini, cauteloso, acrescentou, sempre, que há um enorme grau de incerteza. O que impede aos media de carregaram nos títulos a bold.

 

Por isso, Roubini, além dos “i”, disse, de vez em quando, abertamente, e com simplicidade, que “não sei” e “nada é óbvio”. Uma boa lição para os gurus apressados e os comentaristas VIPs que tudo sabem. É claro que dizer, de vez em qundo, "não sei" e "nada é óbvio", é coisa de costela de cientista. Não é para todos.

 

O segundo “i”, o de implementação. Aqui o “i” é mesmo um “i” quer se fale em inglês, quer se traduza, em automático, para lusitano.

 

A implementação, e a inerente capacidade política, tanto aqui – com o próximo governo saído de 5 de junho -, como com Obama nos EUA, ou com a China, este “i” decidirá de muito sobre o grau de incerteza futura.

 

E, pronto, quanto a Roubini, até sábado, não me lembro de mais nada.

publicado por jnrodrigues às 13:05
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